No fim de 2014, fui de carro com uma turma para Brasília para passarmos o fim do ano e ver a posse da Dilma. Foi uma viagem longa e cansativa, mas bem divertida! Estávamos num grupo muito legal, então a conversa rendeu e ninguém ficou entediado. Isso é importante quando você vai passar 12h dentro de um carro com mais pessoas.

Se quiser também conferir dicas para uma viagem de carro tranquila, clique aqui.

De São Paulo a Brasília

Decidimos sair de madrugada para chegar de dia em Brasília. Saindo de São Paulo, pegamos a Rodovia dos Bandeirantes até Minas Gerais, onde a estrada se torna a BR-050. É neste trecho que você nota a paisagem mudar. A estrada não é péssima, mas já começar a ficar mais precária, com pistas únicas. Seguindo as indicações do app Waze, entramos mais tarde na BR-040 e continuamos adiante até Brasília.

  • Os cuidados 

Em Goiás, passamos por trechos desertos, com somente fazendas gigantecas de soja e algo que identificamos como café, mas não tínhamos certeza. Nesse percurso é preciso mais atenção, pois como não há quase nenhum posto ou lanchonete, é aconselhável você parar em Minas, caso queira abastecer o carro, ir ao banheiro ou comer algo. Como não sabíamos disso, chegou um momento em que eu estava apertada para fazer xixi e, bom, tive que invadir as dependências de uma das fazendas e me viram. Pela manhã, em torno das 11h (que eu me lembre), chegamos em Brasília, onde passamos quase uma semana na casa de amigos. Depois, eu e meu namorado fomos conhecer a Chapada dos Veadeiros.

De Brasília à Chapada

Fomos para a Vila São Jorge, onde ficamos em um camping famosinho, o Taiuá. O caminho de Brasília até Alto Paraíso foi um pouco mais tenso. A estrada já não era como a que estávamos acostumados no sudeste, mas a viagem foi tranquila. Choveu em um trecho e isso foi um pouco preocupante, mas estou aqui para contar a história! A estrada de Alto Paraíso para a Vila São Jorge é asfaltada hoje em dia, então não há perrengues para passar nessa parte da viagem. Ao chegar em Alto Paraíso, ainda leva em torno de 40 minutos até São Jorge.

  • Vila São Jorge

É conhecida como um recanto hippie, mas devo dizer que não é hippie-hippie. Tem um clima legal, é tudo bem numa vibe roots, mas já está bem popularizado e com uma baita infraestrutura, com restaurantes, pousadas e campings equipados, muita sinalização e guias. O que quero dizer é que não vá esperando um lugar completamente isolado do mundo e sem energia elétrica. O camping Taiuá é excelente. Acampamos em barracas, mas lá tem banheiro limpo e água quentinha, cozinha, lounge com sofás, almofadas e colchões para descansar. De vez em quando rolam umas festas e shows lá mesmo, com bandas de maracatu, samba, mpb. É um lugar bem completo e ótimo para passar o tempo que você não está gastando trilhando por lá.

Fomos de carro, então estava muito fácil de se locomover. Quem vai de ônibus depende de caronas ou faz a pé. É bem exaustivo, ainda mais no calor do cerrado. Os passeios não são do ladinho da Vila, embora estejam próximos. Requer disposição para fazer tudo caminhando.

  • Os passeios mais importantes (para quem tem pouco tempo)

São dezenas de opções de passeios em meio à natureza. Eu poderia listar todos, mas isso você acha facilmente no google e com informações precisas. Como não ficamos muitos dias lá, perguntamos às pessoas o que era indispensável. E assim fizemos Vale da Lua (R$15), Raizama (R$20)e Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (entrada free).

  • Impressões e graus de dificuldade

 

  •  Vale da Lua – É super fácil o acesso, embora você tenha que ir de carro até a entrada, pois não fica na Vila, como eu disse acima. São 2km até da Vila até à entrada do Vale. Quando você entra, há uma pequena descida a pé e logo você chega às formações rochosas. São realmente impressionantes e muito diferentes de tudo o que já vi. É fácil, mas é preciso ter cuidado, já que você fica à beira de um pequeno precipício para andar pelo Vale. Mais à frente tem uma descida e uma lagoa para se refrescar.

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  • Raizama – Fica a 3km de São Jorge. Passa por uma estradinha de terra e logo você chega à entrada, onde há guias para explicar o caminho. É uma trilha de grau fácil a moderado, já que tem acessos que pedem atenção, mas nada muito complicado. É como se fosse um parque de diversões na mata, com várias opções de lazer, como hidromassagem natural, lagoas, cachoeiras. Dá para passar o dia todo caminhando e se refrescando.

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  • Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – Tem uma entrada que é pela Vila São Jorge. Há placas indicando. Ao chegar lá, os guias te explicam como funciona o parque, pedem para você escolher uma das opções de trilhas e, em seguida, você assiste a um vídeo com normas de segurança do local. Fizemos a trilha dos Cânions, com 12 km ida e volta. É um passeio que dura umas 5h, pois você vai parando em cahoeiras e lagos. Leve lanche e bastante água. Caso a água acabe, você pode abastecer a garrafinha nas pequenas corredeiras de água doce. Protetor solar é FUNDAMENTAL. O grau de dificuldade é de fácil a difícil. No começo é apenas uma linha reta por meio do cerrado, mas há trechos onde você precisa dar uma pequena escalada nas pedras, portanto, é aconselhável estar com tênis ou botas apropriadas.

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Um comentário

  • inacio otto wolfart Fevereiro 2, 2015   Responder →

    Olá Bruna, gostei de sua descrição desmistificada da Chapada dos Veadeiros, que já tenho programado para maio, 8 dias. Acredito que poderei ver muita coisa bonita e interessante. Pretendo fazer lindos registros fotográficos, se o tempo permitir.

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