Antes de vir para a Itália para reconhecer a cidadania italiana por conta própria, isto é, sem assessoria, achava que seria super descomplicado, já que pelo menos eu estava em vantagem por entender bem a língua italiana e falar consideravelmente. Porém, quando chegamos aqui na Itália, vi que, mesmo sabendo o passo a passo, as coisas são bem mais obscuras do que parecem.

Não quero dizer que não dá para fazer sozinho, é claro que dá! Tanto é que eu e meu namorado fizemos, mas caímos na ilusão de que tudo seria rápido e indolor. Ninguém nunca nos alertou sobre as reais dificuldades de reconhecer a cidadania por conta própria. Se você está pensando em começar essa jornada, melhor saber de algumas coisas que vou contar neste post. Prepare-se porque lá vem textão, mas prometo que são informações muito úteis para quem vai seguir nessa!

NO BRASIL

As informações na internet não estão completas

Existem por aí diversos sites que ensinam como reconhecer a cidadania na Itália por conta própria. Pode reparar que grande parte deles é de assessorias, isto é, de empresas ou pessoas que realizam um serviço de consultoria para quem quer fazer o processo na Itália. Cobram um valor X, geralmente mais de 2 mil euros, e fazem tudo para o cliente, desde organização de documentos, aluguel da casa, contato com o comune e afins. A pessoa quase não precisa fazer muita coisa, pois a assessoria faz tudo. Isso é bem vantajoso se você:

  • Tem bastante dinheiro
  • Não fala a língua e não quer/não pode aprender
  • Não tem muito tempo disponível

 

Porém, se está fazendo o processo todo sozinho, muitas vezes esses sites são uma armadilha, já que colocam informações pela metade, fazem mistério, não são objetivos e não contam minuciosamente como é o processo, afinal, estão também querendo vender o peixe e não seria vantajoso entregar o ouro de cara. Eles falam mais ou menos como é para apenas mostrar a complexidade do negócio. Portanto, não tenha sites de assessorias como única fonte.

Não é que não estão falando a verdade, mas não estão falando TODA a verdade, entende? Na hora de se informar, procure outras fontes. Nós usamos o Saga Book, que é de graça, e o grupo no Facebook Cidadania Italiana – Área Livre para nos guiar nessa jornada e descobrir o passo a passo detalhado. Hoje já existe até o site desse grupo do Facebook, o que facilita muita coisa também!

A busca pelos documentos pode levar meses e você pode se frustrar

Sobre os documentos brasileiros

Hoje, com a Apostila de Haia as coisas ficaram um pouco mais fáceis nessa primeira etapa, mas mesmo assim notamos que os cartórios brasileiros ainda são enrolados para lidar com a busca dos documentos. Tudo começa no contato com eles: muitos não respondem email, não conseguem dar informações precisas, fazem confusão em relação a valores, além de cada um cobrar um valor.

Se os documentos da sua família estão em cartórios diferentes, em cidades diferentes, tudo piora e às vezes só se resolve indo pessoalmente. Então esse é um passo que requer tempo e paciência. Não adianta fazer isso já com passagem marcada para vir para a Itália.

Sobre os documentos italianos

Além dos documentos brasileiros, é necessário encontrar os documentos do antenato italiano (a pessoa da sua família que nasceu na Itália é que te transmite o direito de cidadania: avô, bisavô, etc) e esses documentos você precisa conseguir pela Itália, através de email, carta ou às vezes indo pessoalmente no comune. Essa fase é um problema para muita gente, já que muitas pessoas têm antenatos distantes, como no meu caso, e fica ainda mais difícil rastrear os passos da pessoa.

Quando não se tem ideia do paradeiro desses documentos, é necessário entrar em contato com diversos comuni da região de onde a pessoa veio e em alguns casos com igrejas também, se os documentos forem muito antigos. Bom, pense o quão difícil é localizar um documento de 1800 e pouco. Há também a opção de entrar em contato com o patronato da sua cidade no Brasil, pois podem ajudar nesse contato com os comuni.

No pior dos cenários, você nunca encontrará esses documentos e aí acabou o sonho da cidadania, mas vou te mostrar uma luz no fim do túnel. Meu namorado e seu irmão nunca encontraram a certidão de nascimento do antenato deles. Tinham somente a certidão de batismo e tentaram usá-la no processo. O comune não aceitou, mas ajudou a encontrar a certidão de nascimento. Essa certidão estava em um comune com o qual eles já tinham entrado em contato uma vez e então alugamos um carro e fomos lá buscar. Não sabemos se foi má vontade de procurar ou se na época não encontraram mesmo, mas, no fim, esse documento existia.

Localizados os documentos, você pode pedir por email/telefone/carta para que o comune te envie as certidões pelo correio para o Brasil. Em 20 ou 30 dias as certidões chegam na sua casa. Quando pedi o documento, não me cobraram nada pelo envio, mas isso deve variar de comune para comune. Lembrando que todo esse processo de contatos você terá que fazer em italiano, então eu sugiro que você peça ajuda a alguém ou que faça pelo menos 1 ou 2 meses de aula da língua para poder se virar com isso.

Detalhes que podem afundar o seu projeto de cidadania

Cuidados na compra da passagem e na imigração

Documentos em mãos e traduzidos para o italiano (com tradução juramentada), você já pode ir em busca da passagem para a Itália! Aí entra mais um detalhe para prestar atenção. De preferência, compre uma passagem com voo direto para uma cidade da Itália ou, se for mais barato com escala, que seja em um país fora da Zona Schengen, como Inglaterra ou Irlanda. A finalidade disso é que você tenha um carimbo de entrada na Itália, caso contrário, terá que passar por mais uma etapa para regularizar sua situação. Para não me alongar muito nessa explicação, aqui tem detalhes sobre por que se deve chegar pela Itália.

Outra dúvida que tínhamos era se deveríamos contar a verdade na imigração ou apenas dizer que estávamos na Itália para fazer turismo e, assim, evitar mais perguntas. Eu e meu namorado viemos separados. Cheguei um dia antes e na imigração não me perguntaram nada, apenas carimbaram meu passaporte. Já ele e o irmão foram questionados e então disseram a verdade: estavam na Itália para reconhecer a cidadania. Isso foi o suficiente para outras várias perguntas, o que os deixou numa situação desconfortável.

O ideal é você não mentir porque, se eles desconfiarem e pedirem por reservas de hotel, essas coisas, você vai se enrolar muito mais. Mas saiba que falar a verdade também pode implicar um interrogatório, o que é chato, mas ok, pois você sabe que não está fazendo nada errado.

A negociação da residência é algo delicado

Você precisará alugar uma residência para pelo menos 3 meses, que é mais ou menos o tempo que leva o processo na Itália. Pode ser que leve 2 meses, pode ser que leve 8 meses, mas por segurança é melhor fazer um contrato de 3 e qualquer coisa ver se é possível estender. Você deve explicar para a imobiliária ou proprietário que o aluguel é para fins de reconhecimento de cidadania e, por isso, precisará de:

  • Contrato de aluguel OU Dichiarazione di ospitalità, ambos devem ser registrados na Agenzia delle Entrate (Esse registro tem uma taxa e provavelmente eles vão pedir para você pagar)
  • Cessione di Fabbricato

 

Bom, o problema começa quando você tem que explicar o que são essas coisas porque, se o proprietário ou a imobiliária nunca receberam estrangeiros para realizar o processo, eles não terão a mínima ideia do que você está falando. Antes de alugar uma casa, entre em contato com o Ufficio Anagrafe da cidade, que é o órgão responsável por registrar residentes numa cidade italiana, e pergunte o que é necessário para fazer a iscrizione anagrafica para o processo de cidadania, pois algumas cidades dispensam Cessione di Fabbricato, outras não aceitam a Dichiarazione di ospitalità e outras não exigem que sejam os documentos sejam registrados na Agenzia.

Sabendo todos os detalhes, você pede para o proprietário ou para imobiliária somente o necessário, evitando buscas inúteis de documentos e gastos desnecessários de dinheiro. Além disso, um email do Anagrafe serve como prova para você mostrar que está falando a verdade para o proprietário, pois essa negociação acaba sendo uma relação de confiança e comprometimento. Tudo isso, como falei, você terá que fazer em italiano, seja por email ou telefone.

NA ITÁLIA

É o seu direito, mas eles não estão nem aí

A lei sobre reconhecimento de cidadania é muito interpretativa e os comuni acabam fazendo as coisas do jeito deles. Ter descoberto isso quando já estávamos na Itália só nos fez ter mais trabalho, gastar mais dinheiro e atrasou tudo. Por isso, tenha sempre em mente que as coisas não funcionam exatamente de acordo com a lei. Depende um pouco de boa vontade dos funcionários.

Para tentar evitar isso, se possível, ligue ou envie email para o comune (Ufficio Anagrafe ou Ufficio di Stato Civile) e ABRA O JOGO. Conte que pretende ir para aquela cidade, diga que está em busca das suas origens, que tem intenção de viver lá no futuro, que quer saber se eles realizam o processo, quais os documentos necessários para residência e etc.

Alguns comuni nunca realizaram o processo de cidadania, então podem até recusar ou criar dificuldades. Por lei eles não podem te rejeitar, mas eles podem criar diversas dificuldades para fazer isso se tornar impossível para você. Tudo o que relato aqui aconteceu comigo. Nesse processo, mesmo com TODOS os documentos corretos, tudo feito direitinho, chegamos a ouvir de funcionários alguns absurdos como:

“A lei está errada”

“Por mim, vocês não deveriam ter direito à cidadania”

“Só pode reconhecer cidadania se você trabalha na Itália e vive aqui faz tempo”

“Com visto de turismo não é possível reconhecer a cidadania”

“Não é possível registrar residência com contrato de aluguel inferior a 1 ano”

“Só reconhecemos a cidadania de pessoas que têm parentes nascidos nesta cidade”

Portanto, como eu disse, se informe antes de vir para a Itália, pois a lei infelizmente é interpretativa e os funcionários dizem e fazem aquilo que eles querem ou o que entenderam da lei – e às vezes nem é por mal. Isso corta para os dois lados, pois eles podem exigir mais coisas para complicar seu processo ou podem exigir quase nada, o que torna tudo mais fácil. Só dá para saber entrando em contato. Tem muita gente que vem para a Itália somente para se informar, buscar os documentos do antenato, depois volta ao Brasil e se planeja já contendo todas as informações precisas.

Você vai ter que ficar convencendo as pessoas e isso é muito humilhante e chato

Acho que a pior parte de se fazer o processo por conta é que você pode acabar passando por situações humilhantes, pois terá que convencer as pessoas do seu direito e de que todos os seus documentos estão certos e etc. Isso é realmente desgastante, ainda mais quando feito em outra língua. Em certo momento do processo, um funcionário chegou a dizer: “Não vamos conseguir nos entender porque não falamos a mesma língua, então pode ir embora”. Tivemos que insistir, mostrar que entendíamos tudo o que ele dizia e que ele podia entender a gente também.

A cultura dificulta um pouco também. Os italianos são muito levados pela emoção, então às vezes depende do humor deles e do quanto você os cativou, por isso, seja sempre educado, mas firme. Se você mostrar que está bem informado, que conhece com detalhes do processo, eles não poderão te enrolar. Se você não fala italiano, tenha pelo menos um intérprete para realizar essas conversas com funcionários dos órgãos responsáveis. O que quero dizer é que, se você não fala a língua e não está acompanhado de alguém que fala, provavelmente terá problemas, mas isso também depende muito da cidade e do funcionário.

Eu e meu namorado tivemos muitos problemas e chegamos a mudar de cidade para recomeçar o processo do zero. Não, não fizemos nada errado, não faltava nenhum documento e não estávamos fazendo nada fora da lei. Tudo aconteceu porque a cidade estava tentando dificultar a permanência de brasileiros para o processo de cidadania italiana – o que vem ocorrendo em várias regiões da Itália, devido à grande demanda de processos e fraudes. Muitos lugares estão fazendo de tudo para desencorajar as pessoas a realizarem o processo, por isso, é importante se informar antes. Nós demos o azar de cair numa dessas cidades.

 É bom deixar claro que nada disso que relato é regra. Estou me baseando em fatos que aconteceram comigo. Nem todos os italianos vão ser cuzões e te passar a perna! Muitos funcionários ajudaram a gente nos momentos mais difíceis e até se deram ao trabalho de fazer coisas que nem precisavam apenas para nos ajudar. O povo italiano é maravilhoso e muito carinhoso, mas, como em qualquer setor público, sempre tem alguém que não quer assumir a responsabilidade e vai fazer de tudo para se livrar logo de você.

Quando você acha que acabou, ainda pode sofrer preconceito

Você passou por todas as etapas, parabéns! Agora é só fazer o passaporte e a tessera sanitaria – carteirinha de saúde que te dá direito ao uso do sistema público de saúde na Itália e nos países da União Europeia. Bom, então você vai até a Questura, portando todos os documentos necessários, pede o passaporte e depois vai até a Agenzia delle Entrate ou até uma Azienda Sanitaria Locale para pedir a tessera. Nesse ponto você já é cidadão italiano, mas ainda assim pode enfrentar situações de preconceito, pois as pessoas ficam com certo receio de você. Então calma lá antes de ficar batendo no peito e gritando para o mundo: “Sou italiano! Sou europeu!”.

Veja só… Quando fomos fazer nossa tessera, a funcionária ficou fazendo perguntas estranhas sobre o sistema de saúde no Brasil, meio de forma irônica, tentando insinuar que estávamos abusando da Itália, já que poderíamos ter tudo de graça. Então perguntou sobre nossos documentos, esperando que a gente estivesse despreparado, assim, poderia ter o prazer de negar a tessera.

Acontece que pesquisamos muitos e sabíamos de tudo o que era necessário. Mostramos todos os documentos e ela viu que não tinha como negar para nós a inscrição no sistema público de saúde. Fomos registrados e ficou tudo bem. Só queria contar essa situação para mostrar que ter a cidadania não significa que você se tornou um italiano. De algum modo você continua sendo um estrangeiro e, na visão de alguns, um usurpador. Mas ignore, tenha paciência e seja sempre educado, afinal, querendo ou não é o seu direito.

Vamos recapitular, mas falando sobre como proceder para não se ferrar

  • Não confie totalmente nas informações de sites de assessorias, pois eles querem vender um serviço e não têm a intenção de entregar o ouro logo de cara.
  • Para fazer o processo sozinho é fundamental falar italiano ou ter algum intérprete para te ajudar em todas as etapas.
  • Antes de ir para a Itália, entre em contato com o comune (Ufficio di Stato Civile) da cidade onde você quer fazer o processo e abra o jogo: pergunte se é possível reconhecer o processo lá e quais os documentos necessários para registrar residência (iscrizione anagrafica).
  • Ao alugar uma casa, fale a verdade para o proprietário ou para a imobiliária sobre o que você está indo fazer lá. Liste e explique os documentos que você precisará para registrar residência.
  • Dê preferência para uma passagem que seja um voo direto para a Itália ou com escala em um país FORA da Zona Schengen, senão isso vai atrasar seu processo.
  • Haverá momentos em que você terá que convencer as pessoas do seu direito, porque a lei é interpretativa, pouco clara e você é a parte mais fraca. Seja educado, mas mostre que sabe detalhes dos seus direitos e do processo.
  • Você passou por todos os passos, conseguiu ser reconhecido, mas não se esqueça de que muitos ainda te tratarão como um estrangeiro. Ter a cidadania reconhecida não te transforma em italiano e você ainda pode ser visto como um usurpador. Seja sempre educado, tenha paciência e a vida segue! 🙂

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36 comentários

  • Luiz Claudio Riberto Janeiro 25, 2017   Responder →

    Boa noite! muito boa sua matéria, agora depois de ler tudo, vou optar por fazer minha cidadania com uma assessoria, prefiro não correr o risco. Valeu muito, boa sorte.

  • Daniel S. Janeiro 25, 2017   Responder →

    Bruna, parabéns pela conquista da cidadania e pelo seu relato.

    Pretendo ir no final de fevereiro/início de março de 2017 e to com algumas dúvidas das quais identifiquei no teu texto.
    Por acaso tu poderias revelar o comune para que eu e outras pessoas possamos evitar?

    Obrigado

  • Kety Ricci Janeiro 26, 2017   Responder →

    Olá,
    Muito boas as suas “dicas”, obrigada!!
    Parabéns pela conquista (do seu direito).
    Abs,

    Kety

  • Fernanda Cristina Kohlrausch Janeiro 26, 2017   Responder →

    Olá querida ! Amei seu texto…
    pode me dizer em qual cidades vocês tentaram reconhecer a cidadania …

  • Silvana Servi Wendler Janeiro 26, 2017   Responder →

    Bruna parabéns pela conquista. Gostei muito dos comentários, bem claros e didáticos sobre o assunto.

  • Tito Tesseroli Janeiro 26, 2017   Responder →

    Oi Bruna, oi namorado da Bruna. Menina, tudo o que você falou é a mais pura verdade. Ninguém sabia onde meu antenato tinha nascido. Peguei minha esposa e filha, que está na faculdade de moda, inscrevemo-na em um curso de moda em Milão, Instituto Burgo, e fomos para a Itália. Começamos a garimpar os documentos por onde tinham nos falado que tinham vindo nossos antepassados: Genova! Era o porto e .. nada. Mas com muita simpatia agentes do arquivo público apontaram pelo sobrenome uma região, de onde provavelmente teriam saído nossos antepassados: Vicenza. Na outra semana fomos para Vicenza, e fomos maravilhosamente bem atendidos pelas meninas do arquivo público de Vicenza, que pesquisaram nossas origens e apontaram para Rosà, e para lá fomos. Com a certidão do antenato na mão voltamos ao Brasil para juntar os documentos da Árvore. Estou com uma ação de retificação de certidões cíveis na Comarca de Palmas, que está andando muito bem e em breve pretendemos voltar à Bela Itália, para o tão sonhado reconhecimento. Eu digo, o italiano é preconceituoso, turrão, meio preguiçoso, mas emotivo, e adora ser bajulado e tratado com educação. Fica a dica. Beijos. Tito

  • Nanci Janeiro 26, 2017   Responder →

    Ótima explicação! Esclareceu bem as dúvidas! Obrigada e parabéns pela cidadania!

  • Jeferson Pavinato de Mello Janeiro 26, 2017   Responder →

    Sem palavras para agradecer tamanha gentileza em compartilhar informações tão importantes para quem pretende reconhecer a cidadania italiana. Estava com uma grande dúvida sobre se pagaria assessoria ou faria por conta, seu texto me ajudou muito. FAREI SOZINHO!!! Forte abraço!

  • Paulo Henrique Facci Janeiro 26, 2017   Responder →

    Bastante interessante seu texto !! Voce tem a lista real de documentos que sao necessarios para a cidadania na Italia ?? Cada assessoria que eu consulto me passam uma lista diferente e fica muito confuso !!!

    • Bruna Caricati Janeiro 26, 2017   Responder →

      Paulo, usei como base o Saga Book, que cito no texto. Recomendo vc baixar e ler ele inteirinho, porque é realmente detalhado e dá o passo a passo com precisão! Mas basicamente, só para a parte do processo, vc irá precisar de todas as certidões de nascimento, casamento e óbito da linha que segue até vc, além da Certidão Negativa de Naturalização do seu antenato italiano. Tudo isso com tradução juramentada para o italiano.

  • André Bertelli Janeiro 26, 2017   Responder →

    Muito bom seu relato. Também irei fazer o processo por conta, mas vou poder contar com a ajuda de uma prima que já mora na Itália. Mas bom já ir preparado para todas as dificuldades. Parabéns e sucesso pra vocês.

  • Anônimo Janeiro 26, 2017   Responder →

    Que legal! Gostei MUITOOO! 🙂

  • Ricardo Lodi Magri Janeiro 26, 2017   Responder →

    De antemão, também agradeço por compartilhar sua experiência, coroada pelo sucesso na empreitada. Eu também o farei sozinho; e também gostaria muito de saber, por gentileza, quais foram os Comuni aos quais se dirigiram (tanto o da negativa quanto o da obtenção).
    Desde já, obrigado.

  • Ana Lavorato Janeiro 26, 2017   Responder →

    Nossa, que história!! Eu sempre tive vontade de ter a cidadania italiana, mas não sei nem por onde começar…A família é meio complicada, meus avós já são falecidos…mas adorei seu post e a explicação do que vc vivenciou. Parabéns pela conquista, pela paciência! Obrigada por nos deixar orientados!

  • Rogério Fevereiro 12, 2017   Responder →

    Não querendo ser indelicado mas para quem reclama de páginas com informações vagas achei seu Post muito vago.
    Como fez a residência? Qual documentos apresentou? Qual comune fez o processo? Quanto tempo durou? O que fez com a residência depois que trocou de comune?
    Se tivesse lido as informações do herói de cidadania italiana – faça você mesmo no Facebook teria evitado 80% dos problemas 🙂

  • Rogério Fevereiro 12, 2017   Responder →

    Não querendo ser indelicado mas para quem reclama de páginas com informações vagas achei seu Post muito vago.
    Como fez a residência? Qual documentos apresentou? Qual comune fez o processo? Quanto tempo durou? O que fez com a residência depois que trocou de comune?
    Se tivesse lido as informações do grupo de cidadania italiana – faça você mesmo no Facebook teria evitado 80% dos problemas 🙂

    • Bruna Caricati Fevereiro 12, 2017   Responder →

      Oi, Rogério! Como eu disse, para esse tipo de informação detalhada eu aconselho ler o Saga Book e o grupo no facebook Cidadania Italiana – Área Livre, que foram os lugares onde mais encontrei informações e que mais me ajudaram. Deixo isso bem claro no texto. O texto não é sobre o que você precisa fazer e sim no que deve se atentar, porque nem sempre as coisas acontecem de acordo com a regra/lei. Não estou ensinando ninguém a fazer o processo sozinho, que fique muito claro.

  • Marcelle Março 7, 2017   Responder →

    Excelente post ! Quem se atenta ao titulo do texto, sabe exatamente o que esperar e ainda assim superou minhas expectativas. Bem detalhado quanto aos possiveis transtornos de cada etapa. Adorei. Muito coisa Eu só vi por aqui mesmo. Pena que teve que acontecer tudo isso com voce antes p/ ter historia p/ compartilhar. Mas ainda bem que no fim deu tudo certo para voces e muito obrigada mesmo por compartilhar !

  • Jane Maio 19, 2017   Responder →

    Oi Bruna
    Estamos nessa fase de escolher o Comune para onde vamos ficar p nosso processo de reconhecimento
    Pode me informar os comunes menos é mais burocráticos para nossa orientação? Obrigada

  • Itamar Jose Zampieri Maio 25, 2017   Responder →

    Ola Bruna, li todo o seu texto e concordo bem com oq descreve, estou complentando 120 dias aqui na Italia cheguei dia 23 de gennaio 2017, e so falta a boa vontade da responsavel pela comune (processo) fazer o atto di nascita, mas, sofri um bocado, minhas duas filhas tiveram q voltar ao Brasil e p
    ederam a residencia( tive cinco visiats do Vigili na casa) nao teve como sustentar, entao so eu estou finalinzando o processo, entao, no meio do caminho tive muitas alegrias e decepçoes, me desesperei, foi traumatico, mas, cada caso e diferente, vim p fazer sozinho com duas filhas na lombardia e deu tudo errado, depois consegui uma assesssoria e a coisa andou. Agora falta pouco. Abçs

  • Silvana dos Santos junho 13, 2017   Responder →

    Olá Bruna, muito bom seu post e suas dicas. Meu filho conseguiu o reconhecimento da cidadania em Ferrara, província onde o bisavó nasceu, mas não a Comune. Ele fez o processo na Itália sozinho, sem assessoria, leu algumas dicas na internet e foi com a cara e a coragem, demorou 06 meses pra conseguir o reconhecimento. Já aqui no Brasil fui eu quem consegui e preparei todo o processo para ele. Assim já estou fera em garimpar as certidões. Se alguém se interessar meu e-mail é silvana.santos1964@gmail.com, cobro apenas quando encontro as certidões.

  • Cássia agosto 22, 2017   Responder →

    Olá Bruna! Bom, estou estudando muito há algum tempo pra fazer meu processo sozinha. Já estudei o Sagabook, já li posts do grupo “cidadania faça você mesmo” e o detalhe fundamental, o dinheiro! Estou juntando uma grana para não passar nenhuma necessidade.
    Hoje escolhi um determinado comune por conta das informações que constam no próprio site, pude ver que o comune posta muitas informações sobre a cidadania, sendo assim acredito ser um comune bom.
    Minha pergunta é: Quando você foi, escolheu um comune por indicação? Ou deu um “tiro no escuro”?
    Obrigada bjs

    • Danielle setembro 15, 2017   Responder →

      Oi Cassia, qual comune você escolheu para fazer seu processo de cidadania italiana? Como conseguiu o site dessa comune?

    • Daniela outubro 25, 2017   Responder →

      Ola, pode revelar o comune escolhido por favor?

  • Lidia Farkas Vaccari' agosto 28, 2017   Responder →

    Ameiii suas dicas!!! obrigada por compartilhar conosco!!!

  • Eduardo AS setembro 8, 2017   Responder →

    Boa tarde.
    Belíssimo texto!
    Uma pergunta:
    Estou morando em portugal mas ainda no período de turista.
    Gostaria de fazer o processo da cidadania italiana mas não posso ficar na Itália pois tenho um trabalho cá em Portugal.
    Isso seria possível? Qual o tempo mínimo que tenho que permanecer na Itália?
    Obrigado

    • Fábio novembro 27, 2017   Responder →

      Oi td bom!

      Pd me ajuda cm trabalho

      Vou fazer o reconhecimento italiano e parti pra Portugal.

    • Fábio novembro 27, 2017   Responder →

      Oi td bom!

      Pd me ajuda cm trabalho

      Vou fazer o reconhecimento italiano e parti pra Portugal.

  • Carlos Montagnoli outubro 21, 2017   Responder →

    A leitura do seu texto me levou a uma decisão, que é abandonar completamente a ideia de fazer o reconhecimento da cidadania italiana. Eu sou descendente de italianos tanto pelo lado paterno como pelo materno, e pensava em fazer o reconhecimento apenas para estreitar minha ligação com minhas origens. Nunca tive intenção de ir viver na Itália ou na Europa, exceto, talvez, depois que me aposentar. Mas realmente não preciso e não desejo passar por humilhações como as que você descreveu. E depois, qual o sentido de querer estreitar relações com o país de origem dos seus antepassados, se você não será sequer bem aceito pelas pessoas daquele país?

  • Silvana dos Santos outubro 25, 2017   Responder →

    Pessoal, após ler alguns comentários deixo aqui a minha opinião. Requerer a cidadania é um trabalho árduo, mas acho que vale a pena, principalmente para aqueles que tem filhos pequenos, pois é investir no futuro deles. Se quando meus filhos fossem pequenos e alguém tivesse me aconselhado já teria requerido a cidadania de ambos. Concordo com a Bruna que não está ensinando a ninguém a requerer a cidadania sozinho, ela apenas prestou esclarecimentos de fatos que muitos blogs e a internet omite. Mas não é impossível você requerer sozinha, pode ser que na Itália vocês precise de assessoria, mas aqui no Brasil temos condições de fazê-lo, por meio do Consulado Italiano, deixando esclarecido que aqui você não pode ter pressa dessa Cidadania, digo pelo Estado de São Paulo, que está demorando até 10 anos. Na Comune de Mantova, segundo alguns conhecidos é fácil e rápido você requerer a cidadania, em média um mês. Meu filho como já expliquei conseguiu em 06 meses, em Ferrara (Comune de onde veio seu antenato), demorou mais do que prevíamos porque uma das certidões brasileiras teve que ser corrigida aqui, para que eu novamente enviasse a ele, que já estava na Itália. Deixo aqui meu contato, pois ajudo a esclarecer dúvidas e a encontrar as certidões na Itália: silvana.santos1964@gmail.com. Estou a disposição inclusive para assessor no que eu souber.

  • Marcia Prado dezembro 1, 2017   Responder →

    Parabéns pelo texto, Bruna!

  • Fabricia Nicoletti dezembro 4, 2017   Responder →

    Olá,

    Fui fazer o reconhecimento da cidadania na Itália pois tenho direito a cidadania pelos dois lados, materno e paterno. Fiquei por lá, só atrás disso, por cinco meses. Lendo seu texto me vi em várias situações. Com toda a papelada pronta, entrevistas feitas, idas e vindas em diversas comuni varias vezes, e tudo pronto para pegar o passaporte faltando apenas um carimbo e assinatura, ainda ouvi de uma funcionária e de seu pai que era o todo poderoso do estabelecimento, além de tudo o que vc ouviu, que brasileira é tudo puta, que não merecemos ter cidadania e que eles não iriam fazer nada pra me ajudar (me falaram isso mais de uma vez, se exaltando, gritando e me expulsaram de lá). Recomecei do zero em outro local e ouvi a mesma coisa. Eles fazem tudo para dificultar e humilhar. Detalhe, sempre fui super educada e falo italiano fluentemente.

    Parabéns pela cidadania.

  • Claudio Silva Janeiro 2, 2018   Responder →

    Muito chato escrever um textão desse sem especificar o comune que dificultou, ainda mais com tanta gente perguntando. Ficar fazendo a egípcia por quê? Brasileiro adora ferrar com brasileiro. Nota zero.

  • Anderson Janeiro 2, 2018   Responder →

    Meus irmaos entao tiveram sorte, a unica situacao chata foi quando para 1 deles foi perguntado o motivo da sua viagem a Itália. Quando ele respondeu que procurava a cidadania o funcionario fez cara de desprezo e um sinal negativo com a cabeça mas nao fez mais perguntas.
    Foi uma situação chata mas hoje ele ja tem a cidadania em maos.
    Faz parte.
    Eles so querem manter o país que tem intacto.

  • Mádava Gallo Janeiro 5, 2018   Responder →

    Amei as infomações!

  • Camila Janeiro 9, 2018   Responder →

    Pessoal, de quem obteve o reconhecimento da dupla cidadania, os documentos levados contavam com alguns erros de grafia? Tipo o processo da minha família está assim o Italiano com sobrenome Meggiato e seus filhos netos tiveram variação na escrita para Megiato, Meggiate, Meggiatti, isso seria algo que eu precisaria entrar com processo de retificação judicial?

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